Os trabalhos de recuperação da via estão já a ser delineados e exigem uma intervenção tecnicamente complexa, uma vez que os danos resultam de movimentos profundos e não apenas de degradação superficial.
A Infraestruturas de Portugal (IP) encontra-se a desenvolver os estudos preliminares necessários à elaboração do projeto de execução para o troço do ex-IC3, entre os quilómetros 13+500 e 14+300, no concelho de Penela, na sequência de instabilidades geotécnicas decorrentes das recentes intempéries que infligiram danos na via.
Estas ocorrências estão associadas à sequência de tempestades que recentemente assolaram Portugal, responsáveis pela saturação do solo e consequentes movimentos nos terrenos, que desencadearam deslocações ao nível da plataforma e da fundação da via.
Estes movimentos originaram danos muito expressivos no pavimento, patentes através de fissuras significativas e deslocamentos verticais que tornaram a circulação impossível, impondo-se o corte temporário da estrada por não estar garantida a segurança dos utilizadores da via.
Os trabalhos de recuperação estão já a ser delineados e exigem uma intervenção tecnicamente complexa, uma vez que os danos resultam de movimentos profundos e não apenas de degradação superficial. A IP avançará, com brevidade, para o desenvolvimento do projeto de execução que permitirá lançar a empreitada necessária para repor as condições de segurança da estrada, garantindo a proteção de pessoas e bens e a estabilidade da infraestrutura.
Como alternativa, os utilizadores podem recorrer à A13-1, A13 e às EN342 e EN110.
IP reúne com Município de Penela sobre situação no ex-IC3
A Infraestruturas de Portugal reuniu ontem, dia 4 de março, com o Município de Penela para analisar a situação registada no troço do ex-IC3 atualmente cortado ao trânsito. O encontro teve como objetivo fazer o ponto de situação dos trabalhos em curso e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, do vice-presidente, Luís Balão, e do chefe da Divisão de Obras, Nuno Caetano, bem como do gestor regional da IP, Nuno Gama.
O gestor regional sublinhou que “a intervenção apresenta elevada complexidade técnica, estando a empresa ainda a monitorizar outros pontos do IC3 que evidenciam fragilidades estruturais, com o objetivo de prevenir novos incidentes”.